terça-feira, 26 de maio de 2009

Decepções Inesperadas


Já dizia a Bíblia que 'maldito o homem que confia no homem' (Jeremias, 17 - 05). O próprio Deus nos alertou que podemos sofrer decepções quando colocamos nossa confiança e esperança nas mãos de alguém que é assim, como nós - passíveis de erros e de, sem querer, magoar até mesmo quem amamos com apenas uma mínima palavra ou gesto.

E quem dera fosse tão fácil assim nos prevenirmos de eventuais tombos e 'tapas na cara'. Não há dor maior do que ser ferido por um amigo, aquele o qual você entregou seu coração, seus sonhos, suas confidências e por muitas vezes, daria sua vida se possível. Se até com os mais próximos nos magoamos, imagine aqueles que mal conhecemos e ainda assim damos um voto de confiança. Nos esforçamos, doamos tempo, palavras e até favores - mesmo sem esperar retorno. Com esses 'atritos' vão surgindo as desconfianças, tristezas, mágoas, inseguranças e até diminuição da auto-estima. Quando nos decepcionamos, nosso teto de vidro é abalado drasticamente, mesmo que não tenha sido quebrado.

Como de praxe, necessito dos exemplos.

Ela perdeu horas e energia organizando o transporte para um evento agitadíssimo que estava se aproximando. Escolheu a data, fez pesquisa com os amigos e claro, eles concordaram, deram a maior força: todos iriam. Faltando apenas dois dias, ela não se cabia de tanta emoção e ansiedade, afinal, dedicou e animou-se tanto para a tal festa que era empolgação para tudo quanto é lado. Ao confirmar, um dia antes, 70% alegou diversos problemas: dinheiro, outro compromisso, doença... Imagine o banho de água fria que a garota tomou. No final de tudo, além de 'puta da vida', ela estava magoada e em um desabafo daqueles de apedrejar qualquer um (que se somou a sua TPM), e desabafou: - 'Sempre vou em todos os lugares que querem. Quando sou eu, não adianta me esforçar, organizar, implorar. Todos acabam deixando na mão'.
Vamos para mais um: ela começou a se empolgar com a proximidade que estava tendo com um cara, o qual ela tinha um carinho imenso. Empolgação total, suspiros, declarações e confidências com as amigas. Era até chato de ver, irritante de conviver. A torcida e espera foi tanta que, ao encontrá-lo, foi tudo inverso. Nada do que pensava aconteceu, além de acabar levando, assim como a amiga de cima, um banho bem gelado. Ela acordou e percebeu o que realmente queria, só que para isso uma decepção bem inesperada aconteceu. Outra amiga passava semanas esperando para rever o 'ficante', que morava em um local bem distante. Quando se reencontraram, foi legal, divertido. Só que depois, não houve mais nenhum telefonema, procura. E claro, ela não esperava que depois de tanta expectativa o desfecho fosse dessa forma.

Não posso deixar de lado outro exemplo que envolve muito mais o coração, a confiança, o sentimento: amizade. Depois de muito confiar, oferecer companhia, diversão, conselhos e momentos os quais se tornaram inesquecíveis, o reconhecimento: a frieza na conversa, a ingratidão no olhar, o desprezo na companhia. Mais que um banho gelado, este foi uma 'facada' pelas costas, de quem tanto se confiava - e acredite, amava. Decepção amorosas são menos difíceis de serem superadas, mas quando se trata de um amigo o qual você se doou tanto, aparece uma dor de perda, desolação.

E há quem culpar? Não. Assim como diariamente muitos os quais queremos bem nos dão 'rasteiras', também o fazemos, mesmo que sem querer. No primeiro parágrafo citei e agora afirmo, somos passíveis de erros, e para isso, nada melhor do que o perdão. E como é difícil perdoar! Nessa tribulação toda, para quem tenta não ver somente o lado negativo da coisa, Deus sempre dá um jeitinho de aconselhar e mostrar a solução. No site da Canção Nova, o tema de hoje em Formação foi 'Três princípios contra as tribulações'. A parte a qual acho que cabe neste post é:

'O nosso interior não pode ser cheio de coisas velhas, de ressentimentos. Mas, deve ser repleto do Espírito Santo. Não durma guardando ressentimento de alguém, mas ore por quem o feriu e seu coração será livre.''


Sim, nos decepcionamos e é óbvio que não esperamos de braços abertos as decepções - a não ser que a criatura seja daquela extremamente pessimista.

Se hoje alguém que você ama pisou na bola, deixou seu coração em pedaços e você se sentiu inútil pois tudo o que viveu com ele pareceu não ter valor algum, não sinta mágoa. Tá, é impossível não sentir esse sentimento, mas ao lembrar de tudo, apenas tenha em seu coração que o que ele mais precisa é de seu perdão, mesmo que agora não o queira. Perdoe.


E quantas vezes devemos perdoar?
Jesus responde: 'Setenta vezes sete'. (Mateus, 18 - 22).

Perdão não só faz bem a quem recebe, mas muito a quem perdoa. E amar também é perdoar aquele que você tanto amou e depois, tanto o magoou.
Como dizia aquela música tão linda da Toca: 'E se me amar-te causar a dor, com o mesmo amor me cures meu amigo'.


------------------------

Play,
Musics from The OC



Blogged with the Flock Browser

domingo, 24 de maio de 2009

Doação de amor

E, realmente, as coisas pareciam ter mudado. Sentimentos, esperanças, vontades, anseios. Um simples domingo, uma companhia tão pequena, gestos tão inesplicáveis.

Trabalhar naquela semana não significava a mesma coisa. A ansiedade batia e a cobrança de não estar fazendo nada para mudar aquela realidade era imensa, a ponto de trazer uma certa angústia e até mesmo ficar frágil, deixando qualquer coisa abalar esse coração.

Chegou a quarta-feira.

Um ônibus o qual não conhecia, um caminho diferente e um local nada semelhante aos que estou acostumada a freqüentar. Aqueles prédios, cheios de pixações, as pessoas sentadas na beira da calçada com cigarros irreconhecíveis (ou não) em plenas 15h30 da tarde, e lá na frente, mato, abandono, descuido. Foi assim que defini aquele local, onde as crianças que conhecemos ficavam parte do dia dedicando-se a brincadeiras e recreações.

Ao bater no portão de lata, que aparentemente ficava há metros da casa onde elas estavam, não obtive nenhum sinal. Após algumas tentativas, entre elas com mais força, uma garotinha com um sorriso 'meio sem vergonha' apareceu.

Entrei, cumprimentei as crianças, a pedagoga que apareceu e logo mais aquela mocinha linda que tinha conseguido trazer esperança a vida de uma jovem 'abandonada' a vida baladeira e de diversões contínuas, apareceu, com os braços abertos para um abraço aconchegante.

Foi apenas uma hora, mas que bastou para sentir a carência que elas tinham por atenção e a necessidade de alguém para ajudá-las a aprender o que sabemos e não damos a mínima importância: ler, escrever, contar. São pequeninhas criaturinhas de Deus que estão largadas, e muitas morando até mesmo com famílias que as receberam para não vê-las em abrigos ou apanhando - literalmente - dos pais, irmãos. Crianças que mostram no olhar o quanto necessitam de apenas um pouquinho de nós, para mostrarmos que a vida não é apenas ser 'jogada' ou ver brigas dentro de casa, necessidades, fome.

Aquilo foi tão intenso - tanto quanto o domingo no Hopi Hari, citado no post anterior - que ao receber o pedido da pedagoga para ajudar na 'alfabetização' daqueles pequeninos, não houve pensamento sequer que impedisse um sim. As tardes após o trabalho, que até então eram 'gastas' no clube da empresa com colegas, em meio a partidas de vôlei, conversas rotineiras e lanches e sorvetes dos mais saborosos, seriam trocadas. Ônibus, atenção e energia redobrada para ajudá-los a ter um pouquinho apenas de motivação para decifrarem o que é B+A ou 1+1.

O que para nós é tão simples, para eles é complexo.

Me orgulho de dizer que entrei na pré-escola (que hoje não segue o mesmo padrão de 15 anos atrás) sabendo ler, escrever e entendendo como somar os numerais. Tive uma irmã que passava tardes tirando paciência de onde não tinha para me fazer conhecer a realidade que muitos, de até mesmo 10 anos - como os que cito acima - não fazem a mínima ideia do que seja.

Tudo isso pode ser fruto de muitas coisas. Quem vê de longe, chuta que é dificuldade, problemas na aprendizagem. Eu as conheço pouco ainda, entretanto já arrisco: é falta de carinho, de dedicação, de amor, de atenção daqueles que as rodeiam.


Se, às vezes, sua vida fica sem sentido, bate uma tristeza lá no fundo que aparenta não ter explicação, é porque talvez esteja faltando algo que realmente o faça feliz. E, ser feliz, nesse final de semana passou a ter outro significado. Muitos momentos, temos que deixar o que queremos e gostamos do lado e nos doarmos aos outros. Como dizia Sta. Terezinha (se não me falhe a memória), o amor não é amado. Amar não significa ser amado. Amar é fazer feliz, mesmo que isso implique em não fazer a nossa própria vontade.

Não, não estou misturando assuntos. Faça alguém feliz, alguém que necessite de verdade de seu amor, de sua atenção. Enquanto você se lamenta por coisas fúteis (posso citar um bem material novo, ou até mesmo o desprezo daquela 'paixãozinha'), eles estão lá, sedentos apenas por um abraço, um sorriso.

E, se quiser ir mais além, um pouquinho de tempo para ensinar algo que você sabe e gosta de fazer. Ser professor não é somente estar na sala de aula, mas ter a boa vontade de transmitir conhecimento a quem ainda não o tem.

Faz um bem TÃO grande. Experimente.



---

Esse final de semana, ao lado da minha pequena afilhada, valeu por todas as 30 baladas que já fui em 2009. Mesmo que tenhamos dormido cedo, que eu tenha esgotado todo meu pique tentando explicar uma continha de mais, assistido um filme de desenho diversas vezes seguidas e ter dado banho/trocado alguém. Inesplicável o que brota no coração depois de tudo isso.


[play]
>> as músicas da Toca.


Não posso me esquecer de agradecer à Deus. Quando dizemos de todo coração FAÇA EM MIM SUA VONTADE, Ele faz. A gente sabe que não é a nossa, mas a dEle. E ainda assim, sentimos uma felicidade diferente, e não uma alegria passageira.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Resposta de Deus, III

Foi sofrido.

Acordar após 2h de sono, tomar o ônibus até outra cidade, depois taxi. Frio, sono e dinheiro escasso.


Ao encontrar as crianças que acompanharíamos no Hopi Hari, era possível ver o ânimo chegando rapidamente através daqueles sorrisos contagiantes, os pedidos para sentar ao lado e a expressão de quem só queria companhia. Era difícil saber qual delas escolher: meninas de todos os tamanhos, idades, cabelos. Era uma diversidade de alegria que vinha de todas as partes.


'O tia, senta aqui comigo'
. Pronto, foi ela a escolhida. Desde o começo pareceu ser divertida, alegre e que, bem no fundo dos olhos, transmitia alguma coisa que me fez querer descobrir o que era. As conversas, abraços, sorrisos, carinhos e cuidados seguiram pelo dia todo. Nem mesmo a fila de aproximadamente 3h30 para um brinquedo - que nem era o melhor - nos desanimou. Tá, até que cansamos muito na espera, mas aquela expectativa que as pequenas criaturinhas que aparentavam ter vindo do céu era tão imensa que rapidamente lembrávamos porque valia a pena seguir em frente.


Foram muitos detalhes, acontecimentos, descobertas. O dia o qual foi planejado para darmos toda nossa atenção e ensinamentos de valores e ética foi revertido. Quem ganhou, aprendeu, se surpreendeu e saiu com o coração transformado foi essa tia, que aceitou o convite para o Dia do Sonho, organizado pela ONG Sonhar Acordado apenas para ter um domingo mais diferente. Não foi diferente, foi inexplicável.

Uma criança, com sorriso doce, olhar meigo, educação inesperada e sem ter braços que a acolha, é inadimissível. E mais inaceitável ainda é saber que não só ela, mas muitas aqui na região - e no mundo - são abandonadas diariamente, mesmo que seja o abandono de carinho, de respeito e de ter alguém para educá-la. Crianças que, aos 9 anos, ainda não sabem ler, escrever, fazer ao menos as 'continhas de mais'.

Crianças que querem apenas alguém para dar a mão e mostrar que há uma outra realidade, um mundo melhor e que o futuro não será tão duro e triste quando a atualidade.
Criança tem que brincar. Tem que aprender, tem que ser amada e não desprezada.


*****

E continua. Ainda tem mais, não parou por aí.
Deus nos criou para mudar, para fazermos diferença.


[play]

>> Sumo Bem, Toca de Assis.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Resposta de Deus, II

notícias . Campinas e RMC


imprima | envie por e-mail | arquive | fale com o Cosmo | fale com o editor

Ong leva 1,4 mil crianças para o parque Hopi Hari
Esta é a quarta edição do evento que ocorre uma vez por ano: outros 1,4 mil voluntários acompanharam crianças

17/05/2009 - 19h36 . Atualizada em 17/05/2009 - 19h43

Mariana Teodoro

Agência Anhangüera | fale com o repórter

tamanho da letra: A-| A+

 

Ao todo, Ong levou 2,8 mil pessoas ao parque entre crianças e voluntários
(Foto: César Rodrigues/AAN)

Cerca de 1,4 mil crianças carentes de Campinas e São Paulo participaram neste domingo (17/5) no Hopi Hari, em Vinhedo, do Dia do Sonho, um projeto organizado pela Ong Sonhar Acordado para promover a integração de crianças que vivem em instituições e jovens voluntários. Esta é a quarta edição do evento que ocorre uma vez por ano.

De acordo com a diretora nacional da Ong, Renata Malheiro, de 29 anos, além de proporcionar um dia diferente a quem não tem oportunidade, o Dia do Sonho é uma mobilização para convidar jovens para o trabalho voluntário. 'Precisamos experimentar esta força para construir um mundo melhor. O objetivo é marcar a vida das pessoas com um dia de amor e carinho' , disse.

Segundo ela, pelo menos metade das crianças participantes, com idade entre 5 e 11 anos, nunca haviam passado um dia em um parque de diversões. Elas vieram de creches e abrigos de 20 comunidades carentes. Além de aproveitar os brinquedos, elas tiveram dois lanches durante o dia e foram acompanhadas por tempo integral pelos voluntários que mantiveram a animação mesmo durante à espera de duas horas em filas para acessar os brinquedos mais cobiçados.

Os 1,4 mil voluntários que se inscreveram para o projeto participaram como padrinhos das crianças. Eles passaram por um treinamento para acompanhá-las nos brinquedos. A administradora de empresas Amanda Buona, de 31 anos, trocou a festa do seu aniversário com a família e os amigos para comemorar com as crianças no parque. Ela participou do projeto como voluntária pela segunda vez.

'Troquei a balada para vir para cá. Não tem comparação. É maravilhoso, a gente só se diverte e aprende. Não é trabalho, é uma experiência única', disse.

A estudante Aline Inácio, de 20 anos, foi voluntária pela primeira vez. 'Não tenho palavras. Aprendi muito hoje', disse. Ela acompanhou Camila, de 9 anos, do Centro Educativo e Recreativo Arca de Noé de Campinas. 'É a primeira vez que venho. Foi muito divertido. As tias são muito legais', disse a menina.


Projeto

Segundo a diretora de comunicação do Sonhar Acordado Campinas, Paula Uiser, o projeto serve também para que as crianças acreditem que vale a pena sonhar e para que os voluntários compreendam a importância de uma atitude solidária. Os interessados em participar como voluntário do Sonhar Acordado Campinas deve realizar um cadastro no site www.sonharacordadocampinas.com.br. Todos os inscritos passam por uma capacitação antes das atividades para entender os objetivos de cada programa, as responsabilidades, cronograma de atividades, além de assistir depoimentos e vídeos de motivação.

A Sonhar Acordado é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que visa comprometer jovens líderes com o desenvolvimento da sociedade, independente da religião ou afiliação política.

Hoje, a Ong está presente em dez cidades do Brasil e em nove países no mundo. O trabalho teve início no México, em 1998.

 

Blogged with the Flock Browser

terça-feira, 12 de maio de 2009

Amor desconhecido - em dose dupla

[aline]
Falta tempo pra te conhecer

Tempo pra te observar

Pra descobrir o que gosto em você;

Faltam palavras pra te descrever

Lápis pra te desenhar

Me falta é te aprender

Sua música saber cantar;


Falta espaço pra poder ficar

Ao seu lado, tentar sentar

Escutar ao menos sua voz

Saber o que queira dizer;


Falta coragem pra poder chegar

Seu abraço experimentar

E em seus olhos viajar

Você em meu sonho, ao me deitar.


[vânia]
Quanto você calça?
Qual seu prato favorito

Talvez todas as perguntas
(as mais fúteis)
Com você ficará mais divertido;

Minha pele vê
Meus olhos escutam
Meus ouvidos sentem
Não consigo controlar meus sentidos
Sem você.


[aline]
E nem ao menos seu sobrenome sei
Seu nome, qualquer, tentarei adivinhar

E enquanto não te conheço
Vou te imaginar da forma que mereço;


Se seu beijo eu ganhar, e não gostar
E se seu abraço, não puder me acalmar

Vou voltar pra fantasia

Vou voltar a te inventar.


---------------------------------------------------------------------------------
A inspiração começou depois da música postada abaixo e do trabalho em conjunto entre as duas 'autoras' acima, na tarefa árdua e divertida de criar uma matéria para jornal baseada em uma imagem.

Não sabemos exatamente o que cada uma pensava quando escreveu, mas os poemas se juntaram durante a troca de 'bilhetes' nas aulas. Talvez existam admiradores/inspirações. Talvez não.



E quem disse que não existe vida durante a facul?!
Essas meninas têm me ajudado a não faltar das aulas - e claro, não dormir! ;-)

Vânia, um beijo!



Blogged with the Flock Browser

Verbos Sujeitos

Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar

Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar

Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar

Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar

Silêncio pra te comover
Música pra te alcançar
Refrão pra te enternecer
E agora só falta você

Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar
Meus verbos abertos pra você me conjugar
Quero, vou, fui, não vi, voltei,
Mas sei que um dia de novo eu irei


Zélia Duncan
Blogged with the Flock Browser

domingo, 10 de maio de 2009

Amizade, 7

Pensa naquelas pessoas são especiais e que você daria sua vida.
Sim, essas são minhas amigas.

Claro, algumas com alguns detalhes e 'privilégios' de confiança a mais, mas sem dúvida são aquelas que guardo no coração e que por mais que muitos obstáculos surjam, continuamos aí. Deu trabalho juntar todas numa única noite (e ainda assim a Juliane conseguiu escapar), mas enfim, a foto mais esperada e que é digna de ser 'revelada' com o melhor papel.

AMO VOCÊS.
Obrigada, meu Deus.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Conflitos de uma TPM

Talvez tudo que eu vá dizer aqui todo mundo já esteja cansado de saber. O que vocês não sabem é como a gente se sente nesses dias. Cara, se eu encontrasse com a Eva - sim, a 'primeira' das mulheres - ela iria ver só. Por culpa dos primeiros pecados, nós mulheres, hoje somos amaldiçoadas e perseguidas pela fdp da TPM. Melhor então nem comentar da tal da cólica, né?!

Conheço garotas que ficam apavoradas esperando chegar 'aqueles dias' por alguns motivos os quais são óbvios até demais - a Igreja pode me matar, mas gente, existe anti-concepcional! - mas eu não. Eu fico sonhando com os dias que não viverei nesse delírio e tempestades de sentimentos variáveis, que podem ser desde querer devorar uma lata de leite condensado (ou misturá-la com um Activia, para 'amenizar' o peso na consciência) até mesmo fechar a cara e dormir numa tarde ensolarada no clube.

Felizmente, não estou sozinha nessa. Conviver com mulher é ótimo, pois nos entendemos bem (principalmente aquelas palhaçadas dos homens, mas este post é nosso e não deles!), só que a coisa pode ficar preta quando todas entram nesse ciclo infernal juntas. Diz a lenda que quando mulheres convivem muito, os hormônios se alinham e conseqüentemente, uma onda de TPM's e dores menstruais chegam todas de uma vez. E isso é realmente aterrorisante.

Munição contra TPM. Manda tudo lá em casa!

Certa vez - creio que há uns 7 meses - eu e uma grande amiga estávamos atravessando esse avassalador período juntas, e de praxe, qualquer coisa nos irritava. De repente, por um motivo bizarro, inútil e fútil, ambas estouraram e a amizade acabou se estremecendo. Levou este tempo todo para recuperarmos o que os nervos a flor da pele causaram. Maldita TPM!
E vai mais além. Prazeroso foi me olhar no espelho com lindos 20kg a menos, há 9/10 meses atrás. Experimente juntar stress do trabalho, tédio sufocante da faculdade, crise financeira, raiva pelo sexo masculino e claro, ela, a tensão pré-menstrual. Isso, ganhei 10kg nesse tempo todo e sim, eu posso culpá-la. Consigo contornar muito bem todas as situações acima, mas quando elas se juntam com meu período mais 'cai fora e não torra minha paciência'', devoro um sunday daqueles gigantescos da Nestlé (merchandising da Lanchonete da AFRB), um salgado, um Mc com batatas e o milk de morango costumeiro além de qualquer outra porcaria que tiver pela frente.

Minha felicidade estava a todo vapor nesta manhã. 2kgs perdidos em 3 semanas. Tá sendo difícil me readaptar àquela vida light e esportiva, mas o esforço vale a pena. Logicamente, ela não me deixaria passar imune e fez seu estrago: depois de recusar bombas e tortas durante o expediente de trabalho e me forçar a partidas de volêi a tarde, o desgosto pelas espinhas inxeridas começou a me incomodar e já conseguia prever, segundo meus cálculos e indícios do corpo: TPM chegando. Tanto que no jantar um só lanche foi pouco. Um Actívia muito menos. Na esperança de enganar minha reeducação alimentar, misturei leite condensado com meu danone preferido. Agora me encontro aqui, com peso na consciência, sentada diante do computador e ouvindo a Lily Allen cantando 'fuck you'.

Eu sei que tenho o dom de dramatizar qualquer coisa, mas amigos, acreditem, a gente sofre nessa época. Aposto que daqui a pouco vou me lembrar de qualquer rápido momento do início do ano e começar a chorar de saudade (leia-se a fase furacão de janeiro/fevereiro). Ou, vou reclamar que ainda não fui pra nenhuma balada nesta semana ou que não tenho namorado. As coisas começam a não combinar e fica tudo assim, confuso. Na minha última TPM, pedi para minha cabeleleira escurecer meu cabelo:

- Preto! Castanho bem escuro. Chega de ser loira, essa não sou eu!

Ao, sem querer, revelar que estava nessa maldita fase, ela se recusou a mudar a cor pois sabia que era mais um daqueles desejos que fazemos apenas para nos sentirmos temporariamente melhores. Continuo loira e sei que a qualquer momento vai bater a loucura de fazer algo que não faria em sã consciência. Em TPM retrasada, quase paguei metade do meu salário em uma balada daquelas (Skol Sensation com direito a jantar na Daslu e ida até o local de forma toooop); em uma outra, aumentei drasticamente o cumprimento do cabelo. Em alguma outra, abusei tanto de baladas e friagem que peguei uma semi-pneumonia que quase fez o médico do ambulatório da empresa me deixar de cama por uma semana.

Além desse disturbio, vem aqueles sentimentos filhos-da-mãe (pra não fazer uso novamente de um palavrão). Uma hora, não quero nem saber de pensar em alguém e quero todas as festas possíveis em meu calendário. Festas, mais vestidos (vício) e claro, mais sapatos (outro perigoso vício que consegue deixar uma conta bancária quase no negativo). Quero uma vida de Britney Spears, de Amy Winehouse. Aquela loucura que vivi nos primeiros meses do ano dá uma saudade e o celular começa a piscar para mim dizendo:

- 'Tá cheio de contatos aqui. É só você apertar o verdinho, e as festas aparecerão'. Maldito mundo tecnológico!

Em outros, já bate aquela infelicidade de vida vazia pós-extasy (não, não estou falando daquele extasy). Não dormi fora de casa, mas não ganhei um abraço quando acordei. A sensação de desgraça após aprontar demais afeta todos os sentidos e nada melhor do que um Diamante Negro para piorar a situação.



Homens, vocês não sabem o que é isso! Sei que é difícil lidar com as mulheres em tempos normais, então imaginem neste... Mas, podem ter certeza, não fazemos por querer! A gente só quer ficar de boa e ganhar um abraço - e um chocolate, claro. É algo que nem o Yaz ou até mesmo o Yasmin - ou qualquer dos anti-concepcionais mais caros, que acredite, minha ginecologista já tentou em mim - conseguem controlar. Nem calmante, nem chá de camomila, nem porcaria nenhuma. Somente o maldito chocolate e um abraço. Ah, comprar uma roupa nova ajuda também (ando me ferrando legal por conta desse método de cura).

A dica para as mulheres? Sei lá, já disse, nada funcionou em mim, então sou suspeita para indicar algo. Para os homens? Além do chocolate, do abraço e de não ficar perguntando e questionando sobre qualquer coisa (a gente odeia responder até quanto é 2+2 nessa época), a única coisa é... não sei, no momento tô é afim de largar o maldito trabalho da faculdade que tenho pra fazer e deitar na cama ouvindo Lifehouse. Isso é a TPM. Mudamos rapidamente e bruscamente de desejos e vontades.




E mãe, por favor, as roupas estão separadas por cores.

Quando a gente tá nesses dias, o simples fato das camisetas e blusinhas estarem no cabide errado já irrita. Como se alguém tivesse culpa por essa maldição infernal.





---
[play]
>> Naive, Lily Allen




Um beijo ultra mega especial ao trio Isabela, Thiane e Juliane. Uma mal de sinusite, outra mal de 'depressão odeio homem' e outra na expectativa da mudança de vida.
Algumas apaixonadas e outras desconsoladas. É assim que levamos a vida.











Blogged with the Flock Browser

domingo, 3 de maio de 2009

Cachorros - e ratos - encrenqueiros se divertem mais

Cachorros não falam mal dos outros. Cachorros não guardam mágoas, não alimentam angústias e não ficam se preocupando com o dia de amanhã. Cachorros não se importam com classe social, com aspecto físico. Cachorros não viram a cara somente porque alguém não se lembrou deles numa noite qualquer.


Ratos, ah os ratos. Pequeninos e ao mesmo tempo rápidos e eufóricos. Correm para lá e para cá, se a comida acaba em um canto, fuçam todo o resto de seu habitat em busca de mais, ao invés de ficarem esperando algo mais cair do céu. Fazem da bagunça seu lar e não se cansam de se divertir em uma simples rodinha. Rodam, rodam e rodam.


E se você maltrata seu cachorro, minutos após ele mal se lembra e pula, todo saltitante abanando seu rabinho que expressa felicidade. Lambe, pega algum brinquedo para chamar e ganhar atenção. Conquistá-lo é muito mais fácil do que um humano: eles não pedem contrato de exclusividade, de única companhia aos finais de semana, de dar satisfação, de longas conversas discutindo coisas do passado.

Ratinhos dormem em qualquer canto. Ali, lá ou aqui. Não se importam com conforto, com horários, não têm preocupações. Comem o que vier, nada do mais caro ou sofisticado; e não julgam aqueles que possuem outros habitos alimentícios.

Enquanto passamos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e até anos criticando, julgando, nos preocupando e guardando mágoas, os animais estão lá, sendo felizes. E, para expressar a gratidão por mais um dia de vida, curtem da melhor forma que podem.

Os animais sim vivem!
Nós, muitas vezes, apenas existimos.



Be yourself. Don't worry, BE HAPPY :)




[Título baseado no livro de John Grogan, autor de Marley & Eu. Vale a pena ler!]
[Pics: Julie - conhecida como Ru - e Raj]

Blogged with the Flock Browser