quarta-feira, 6 de maio de 2009

Conflitos de uma TPM

Talvez tudo que eu vá dizer aqui todo mundo já esteja cansado de saber. O que vocês não sabem é como a gente se sente nesses dias. Cara, se eu encontrasse com a Eva - sim, a 'primeira' das mulheres - ela iria ver só. Por culpa dos primeiros pecados, nós mulheres, hoje somos amaldiçoadas e perseguidas pela fdp da TPM. Melhor então nem comentar da tal da cólica, né?!

Conheço garotas que ficam apavoradas esperando chegar 'aqueles dias' por alguns motivos os quais são óbvios até demais - a Igreja pode me matar, mas gente, existe anti-concepcional! - mas eu não. Eu fico sonhando com os dias que não viverei nesse delírio e tempestades de sentimentos variáveis, que podem ser desde querer devorar uma lata de leite condensado (ou misturá-la com um Activia, para 'amenizar' o peso na consciência) até mesmo fechar a cara e dormir numa tarde ensolarada no clube.

Felizmente, não estou sozinha nessa. Conviver com mulher é ótimo, pois nos entendemos bem (principalmente aquelas palhaçadas dos homens, mas este post é nosso e não deles!), só que a coisa pode ficar preta quando todas entram nesse ciclo infernal juntas. Diz a lenda que quando mulheres convivem muito, os hormônios se alinham e conseqüentemente, uma onda de TPM's e dores menstruais chegam todas de uma vez. E isso é realmente aterrorisante.

Munição contra TPM. Manda tudo lá em casa!

Certa vez - creio que há uns 7 meses - eu e uma grande amiga estávamos atravessando esse avassalador período juntas, e de praxe, qualquer coisa nos irritava. De repente, por um motivo bizarro, inútil e fútil, ambas estouraram e a amizade acabou se estremecendo. Levou este tempo todo para recuperarmos o que os nervos a flor da pele causaram. Maldita TPM!
E vai mais além. Prazeroso foi me olhar no espelho com lindos 20kg a menos, há 9/10 meses atrás. Experimente juntar stress do trabalho, tédio sufocante da faculdade, crise financeira, raiva pelo sexo masculino e claro, ela, a tensão pré-menstrual. Isso, ganhei 10kg nesse tempo todo e sim, eu posso culpá-la. Consigo contornar muito bem todas as situações acima, mas quando elas se juntam com meu período mais 'cai fora e não torra minha paciência'', devoro um sunday daqueles gigantescos da Nestlé (merchandising da Lanchonete da AFRB), um salgado, um Mc com batatas e o milk de morango costumeiro além de qualquer outra porcaria que tiver pela frente.

Minha felicidade estava a todo vapor nesta manhã. 2kgs perdidos em 3 semanas. Tá sendo difícil me readaptar àquela vida light e esportiva, mas o esforço vale a pena. Logicamente, ela não me deixaria passar imune e fez seu estrago: depois de recusar bombas e tortas durante o expediente de trabalho e me forçar a partidas de volêi a tarde, o desgosto pelas espinhas inxeridas começou a me incomodar e já conseguia prever, segundo meus cálculos e indícios do corpo: TPM chegando. Tanto que no jantar um só lanche foi pouco. Um Actívia muito menos. Na esperança de enganar minha reeducação alimentar, misturei leite condensado com meu danone preferido. Agora me encontro aqui, com peso na consciência, sentada diante do computador e ouvindo a Lily Allen cantando 'fuck you'.

Eu sei que tenho o dom de dramatizar qualquer coisa, mas amigos, acreditem, a gente sofre nessa época. Aposto que daqui a pouco vou me lembrar de qualquer rápido momento do início do ano e começar a chorar de saudade (leia-se a fase furacão de janeiro/fevereiro). Ou, vou reclamar que ainda não fui pra nenhuma balada nesta semana ou que não tenho namorado. As coisas começam a não combinar e fica tudo assim, confuso. Na minha última TPM, pedi para minha cabeleleira escurecer meu cabelo:

- Preto! Castanho bem escuro. Chega de ser loira, essa não sou eu!

Ao, sem querer, revelar que estava nessa maldita fase, ela se recusou a mudar a cor pois sabia que era mais um daqueles desejos que fazemos apenas para nos sentirmos temporariamente melhores. Continuo loira e sei que a qualquer momento vai bater a loucura de fazer algo que não faria em sã consciência. Em TPM retrasada, quase paguei metade do meu salário em uma balada daquelas (Skol Sensation com direito a jantar na Daslu e ida até o local de forma toooop); em uma outra, aumentei drasticamente o cumprimento do cabelo. Em alguma outra, abusei tanto de baladas e friagem que peguei uma semi-pneumonia que quase fez o médico do ambulatório da empresa me deixar de cama por uma semana.

Além desse disturbio, vem aqueles sentimentos filhos-da-mãe (pra não fazer uso novamente de um palavrão). Uma hora, não quero nem saber de pensar em alguém e quero todas as festas possíveis em meu calendário. Festas, mais vestidos (vício) e claro, mais sapatos (outro perigoso vício que consegue deixar uma conta bancária quase no negativo). Quero uma vida de Britney Spears, de Amy Winehouse. Aquela loucura que vivi nos primeiros meses do ano dá uma saudade e o celular começa a piscar para mim dizendo:

- 'Tá cheio de contatos aqui. É só você apertar o verdinho, e as festas aparecerão'. Maldito mundo tecnológico!

Em outros, já bate aquela infelicidade de vida vazia pós-extasy (não, não estou falando daquele extasy). Não dormi fora de casa, mas não ganhei um abraço quando acordei. A sensação de desgraça após aprontar demais afeta todos os sentidos e nada melhor do que um Diamante Negro para piorar a situação.



Homens, vocês não sabem o que é isso! Sei que é difícil lidar com as mulheres em tempos normais, então imaginem neste... Mas, podem ter certeza, não fazemos por querer! A gente só quer ficar de boa e ganhar um abraço - e um chocolate, claro. É algo que nem o Yaz ou até mesmo o Yasmin - ou qualquer dos anti-concepcionais mais caros, que acredite, minha ginecologista já tentou em mim - conseguem controlar. Nem calmante, nem chá de camomila, nem porcaria nenhuma. Somente o maldito chocolate e um abraço. Ah, comprar uma roupa nova ajuda também (ando me ferrando legal por conta desse método de cura).

A dica para as mulheres? Sei lá, já disse, nada funcionou em mim, então sou suspeita para indicar algo. Para os homens? Além do chocolate, do abraço e de não ficar perguntando e questionando sobre qualquer coisa (a gente odeia responder até quanto é 2+2 nessa época), a única coisa é... não sei, no momento tô é afim de largar o maldito trabalho da faculdade que tenho pra fazer e deitar na cama ouvindo Lifehouse. Isso é a TPM. Mudamos rapidamente e bruscamente de desejos e vontades.




E mãe, por favor, as roupas estão separadas por cores.

Quando a gente tá nesses dias, o simples fato das camisetas e blusinhas estarem no cabide errado já irrita. Como se alguém tivesse culpa por essa maldição infernal.





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[play]
>> Naive, Lily Allen




Um beijo ultra mega especial ao trio Isabela, Thiane e Juliane. Uma mal de sinusite, outra mal de 'depressão odeio homem' e outra na expectativa da mudança de vida.
Algumas apaixonadas e outras desconsoladas. É assim que levamos a vida.











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